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ESPETÁCULOS

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A Dança das Furias Patricia Carmo (2) TCA.JPG

"Verso e Reverso", da Escola Contemporânea de Dança (BA) e Lori Belilove

 

O espetáculo “Verso e Reverso” é uma junção de coreografias criadas pela diretora da Jornada de Dança da Bahia e da Escola Contemporânea de Dança, Fatima Suarez e pela dançarina estadunidense Lori Belilove, inspiradas em trabalhos originais e na musicalidade de Isadora Duncan. A obra busca expressar uma conexão entre passado e futuro, entre culturas distintas que pela força dos seus fazedores se encontram. É também uma experimentação dos movimentos da dança de Isadora Duncan em um novo contexto onde corpos e música brasileira ocupam a cena. Serão apresentadas em "VERSO" as coreografias de Isadora Duncan “Revolutionary” (1923); “Champanhe” (1910); “Dança das Fúrias” (2017) e “Sisters” (1923) e em "REVERSO", o vídeo “Revolutionary En Masse”, Lori Belilove e “Xaxado”(2012), “Poison" (2013) e "Beatiful Sisters" (2021), de Fatima Suarez. A trilha sonora tem músicas dos compositores eruditos Scriabin, Schubert, Gluck e Chopin, além de canções de compositores brasileiros e contemporâneos Tom Zé, Lenine e Caetano Veloso. A  assistência coreográfica é  de Leila Gomes, Estela Serrano e Rachel Neves e figurino de João Perene. No elenco do espetáculo, além do Contemporânea Ensemble, os solistas Rachel Neves, Brisa Carrilho, Mayana Magalhães e Ramon Moura.

“Memória das Águas”, de João Perene (BA)

E se um dia as águas que margeiam nossa cidade, arrebatadas com a alegria festiva que ecoa das ladeiras, guetos e largos - com o desejo de uma interação maior, assim como as sereias e botos que habitam as águas do nosso Brasil, acabassem ganhando formas, e em um dia no final da tarde de viração, viessem em terra para desfrutar desses prazeres mundanos mesmo por um breve período de tempo? Memória das Águas é uma “Ode” ao mestre Carybé, ao colorido, alegria, misticismo e sedução do povo baiano que tão bem ele soube delinear em uma tela em branco. De forma menos previsível, seus quadros: O sol, A tentação de Antônio, Samba e Na lagoa, serviram para a construção do roteiro coreográfico da obra, bem como o mar e as curvas dos sedutores corpos de suas negras e brancas, figuras marcantes em sua obra, foram  fontes inesgotáveis para a pesquisa de  movimentos que viriam a habitar os corpos de cada bailarino(a) envolvido(a) no projeto.

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Foto Eduardo Veloso 1.JPG

“Abaixo do Equador”, de Sérgio Galdino (PE)

Um romeiro católico, devoto de Nossa Senhora de Nazaré, luta contra o tormento da escolha  entre seguir a religiosidade, na festa do Círio de Nazaré, no Pará, ou ceder a desejos profanos. A obra artística é conduzida pelo ator Sérgio Galdino. Com 26 anos de carreira, o artista  construiu sua formação bebendo nas fontes da dança popular de Pernambuco, balé clássico e  contemporâneo, teatro e cinema. Já representou obras de grandes coreógrafos nacionais e  internacionais, a exemplo de Débora Colker, Andonis Foniadakis, Joelle Bouvier, Henrique  Rodovalho. Sergio Galdino participou de importantes eventos no Brasil e exterior, a exemplo dos festivais  de dança de Joinville e de Lyon, na França. Como coreógrafo, criou o espetáculo  “Enquadrados”, para a Companhia Jovem de Ballet, de Campina Grande. 

“Querendo...”, do grupo Entre Nós (RN)

Querendo... Fala sobre a tentativa de construir um relacionamento amoroso, encontros e desencontros, os interesses paralelos e até um imaginário aguçado, dando asas ao público para construir o seu próprio entendimento. Sob a ótica e criatividade de Henrique Rodovalho, carimba com seu estilo peculiar e único, várias interrogativas, sempre com humor e movimentação cotidiana, de fácil assimilação, assim como diferentes percepções. Pode ser um jogo, um assédio, ou simplesmente, imaginação de cada componente. A coreografia do renomado Henrique Rodovalho (Goiás/BR), a música de mestre Danilo Guanais, a interpretação de exímios bailarinos do Entre Nós Coletivo de Criação/RN e da Virtual Cia. De Dança/SP, a iluminação de Marcelo Zamora (Argentina/Brasil) e a Direção de Diana Fontes fazem deste trabalho uma verdadeira obra de arte.

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Edu O. por Jamile Coelho.jpg

“Ah, se eu fosse Marilyn!", de Edu O. (BA)

"Ah, se eu fosse Marilyn!" é um tipo de oração às avessas, onde Marilyn Monroe - ícone de beleza e sucesso nos/me olha nas imperfeições, tortuosidades e extrema humanidade das curvas de um corpo que foge aos padrões e, por isso mesmo, é mais próximo ao humano do que a ilusão do divino que qualquer normatividade supõe existir. Eu não quero ser Marilyn, eu quero poder ter sucesso, ser desejado, reconhecido, ganhar dinheiro, trabalhar, existir no mundo. Exclamar “Ah, se eu fosse Marilyn!” é mais do que um desejo. É perguntar: e se Marilyn fosse eu? Se tivesse minha configuração de corpo... chegaria aonde chegou? Eu não poderei, nunca, alcançar o sucesso que ela alcançou? Nesse trabalho, a audiodescrição é parte integrante da obra, tecendo o fio condutor da sua narrativa, assim como a Libras também é compreendida dentro da sua estética e o próprio dançarino é o intérprete, utilizando alguns sinais na sua pesquisa de movimento. Este trabalho, originalmente, criado em praias de Salvador/Bahia, tem uma trajetória de circulação por diversas cidades brasileiras: Itacaré (BA), Natal (RN), Belém (PA), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) e no exterior: La Seyne-sur-mer, La Cadiere e Nice (França), Cidade do México (México) e Karlshure (Alemanha). A obra conta com Edu O. como diretor, coreógrafo, intérprete e Nei Lima como produtor e figurinista.

“Fulaninhas'4", do Grupo X de Improvisação em Dança (BA)

Fulaninhas’4 nos traz à lembrança experiências vividas junto às mulheres que trabalham em Lavanderias Comunitárias, especificamente no Alto das Pombas, no bairro da Federação/SSA. Nesse ambiente de trabalho e propício à pesquisa, a passagem do tempo, os mecanismos no trato com a lavagem de roupa, as habilidades das lavadeiras para pendurá-las num varal alto, os diálogos corriqueiros e acordos entre si, até hoje reverberam em nossos corpos pela beleza e cumplicidade que alimentavam o afeto entre essas mulheres. Arrumar, rearrumar, desarrumar, vestir, desvestir, procurar, florear e saudades sentidas nos inspiraram para criar dança. Assim, Fulaninhas’4 chega para abordar as saudades que nos consumiram no último ano e o quanto foi desestabilizador o distanciamento social forçado. Nesse intento, lançamos mão de suportes importantes, criando aproximações imagéticas para lidar com as distâncias e ausências impostas pela pandemia que hora vivemos. Nesse labor poético difícil, ao mesmo tempo desafiador, nos laçamos no tempo, se cronológico ou não, para lidar com as saudades corporalizadas a longo prazo que nos afetaram e que se fazem presentes como o fio condutor dessa performance. Amorosidade, paciência e afeto com leveza e humor configura, enfim, o jardim dessas Fulaninhas’4. O espetáculo é dirigido por Fafá Daltro, os intérpretes-criadores são Nei Lima , Edu O., Aldren Lincoln e Thiago Cohen; texto de Maíra Spanghero e produção de Nei Lima.

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